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Curso Livre de Língua Alemã – 2017.2

 

Centro Cultural Ruth Hoepcke da Silva

Curso Livre de Língua Alemã

ano 2017

Matrículas 17 de julho à 17 de agosto

2º Semestre

Início das aulas: 01 de agosto de 2017

Conclusão do semestre letivo: 07 de dezembro de 2017

 

Dias e horários das aulas:

Nível Iniciante A1 – I (Turma Nova)

3ª e 5ª feiras das 14:00 às 15:30  – Prof. Detlef Werner Brall                       

Nível Iniciante A1 – II

2ª e 4ª feiras das 16:00 às 17:30  – Prof. Detlef Werner Brall

2ª e 4ª feiras das 18:30 às 20:00  – Prof. Detlef Werner Brall

3ª e 5ª feiras das 16:00 às 17:30 –  Prof. Detlef Werner Brall

 

 Nível Intermediário A2 – I

2ª e 4ª feiras das 14:00 às 15:30 – Prof. Detlef Werner Brall

 

Nível Intermediário A2 – II

3ª e 5ª feiras das 16:00 às 17:30 –  Prof.ª Margarete Luiza Kleist

3ª e 5ª feiras das 18:30 às 20:00 –  Prof. Detlef Werner Brall

 

Nível Avançado B1-I

3ª e 5ª feiras das 14:00 às 15:30 – Prof.ª Margarete Luiza Kleist

 

Nível Avançado B1-II

3ª e 5ª feiras das 18:30 às 20:00 –  Prof.ª Margarete Luiza Kleist

 

Nível Avançado B2-I

2ª e 4ª feiras das 18:30 às 20:30  –  Prof.ª Margarete Luiza Kleist

 

Nível Avançado B2-II

2ª e 4ª feiras das 14:00 às 15:30  –  Prof.ª Margarete Luiza Kleist

 

Conversação e Aula Particular:

Oferecemos a possibilidade de Conversação e aulas particulares (Prof.ª Sarah König), de acordo com o Interesse do aluno e disponibilidade do professora.

 

Informações:

O semestre tem carga horária de 54 horas, distribuídas em 18 semanas, com duas aulas semanais.

 

O curso é exclusivamente para adolescentes e adultos

 

Investimento:

Níveis A1, A2 , B1 e B2 – Taxa de matrícula de R$ 50,00 + 4 parcelas  mensais de R$ 220,00

(Agosto, Setembro Outubro e Novembro)

Aulas de Conversação –   Taxa de R$ 50,00 + 4 parcelas de R$ 120,00

(Agosto, Setembro Outubro e Novembro)

Material Didático: Menschen  – Arbeitsbuch mit 2 Audio CDs e   Kursbuch mit DVD Rom, disponíveis  para compra na Livraria SBS (fone 48-3224-4666).

Clube Esportivo Paysandú

Recentemente foi descoberto junto ao fundo documental “Aderbal Ramos da Silva”  o “Relatório e Balanço Geral” relativo ao ano de 1946 do Clube Esportivo Paysandú, sediado na cidade de Brusque/SC. Como entusiasta que era dos esportes, Dr. Deba mantinha em seu arquivo pessoal algumas preciosidades que trazem à tona passagens interessantes da história de Santa Catarina.

O caderno é rico em informações, apresentando além do movimento financeiro e esportivo daquela sociedade no ano de 1946, uma lista do seu quadro de associados e fotos que registraram a construção de sua nova sede social naquela época.

Considerações do autor, Dr. Genésio Deschamps.

 

Em setembro de 1976 fui surpreendido com um pedido inusitado de minha avó Verena Deschamps (nata Zimmermann), já então com 91 anos de idade, solicitando meus préstimos, para que lhe conseguisse uma certidão de óbito de seu esposo Carlos Antônio Deschamps (meu avô), para fins de prova em requerimento de pedido de aposentadoria que pleiteara junto ao Instituto Nacional de Previdência Social (INPS).

A tarefa me dada seria simples, não fosse o fato de o Cartório de Registro Civil de Gaspar alegar não poder fornecer a referida certidão em razão de ter sido extraviado o Livro no 3, de Registro de Óbitos. Assim, tive que pleitear, como advogado, através de ação própria (Justificação Judicial), novo assentamento de óbito do meu avô, a qual elaborei em 22.10.1976 e protocolei em 25.10.1976 no Juízo de Direito da Comarca de Gaspar. Processada a ação, determinou o MM. Juiz Eleazar M. Nascimento que o Senhor Oficial do Registro Civil da Comarca de Gaspar promovesse o assentamento requerido. Feito o assentamento foi, então, obtida a Certidão de Óbito que interessava a minha avó.

Esse fato aparentemente não teria maiores conseqüências, já  que o objetivo pretendido tinha sido alcançado. Mas, na realidade ele serviu como ponto deflagrador do meu interesse em conhecer a genealogia de minha família e, num campo mais amplo, de toda a família Deschamps, desde a sua chegada da Europa para o Brasil. Contudo, embora esse interesse houvesse sido despertado, de pronto não tomei qualquer iniciativa para desenvolvê-lo.

Posteriormente, no final do ano de 1977 chegaram as minhas mãos exemplares da revista Blumenau em Cadernos, editada mensalmente pela Fundação Casa Dr. Blumenau, mantida pela Prefeitura Municipal de Blumenau, nos quais, nos meses de setembro a dezembro de 1977 (nos. 9 a 11), se encontravam artigos publicados sob o título “Genealogia – Colonizadores do Vale do Itajaí – Família Deschamps”, de autoria do Senhor Jean R. Rul.

Ao mesmo tempo em que os artigos me despertavam novo e especial interesse, em face da vinculação de meu sobrenome, fiquei assaz surpreso por ver alguém, totalmente estranho à família Deschamps, dedicar-se a uma pesquisa de tal monta e sem nenhuma razão aparente, a não ser a de estudioso do assunto abordado.

De qualquer maneira, esperei com ansiedade as publicações do Blumenau em Cadernos, do  início do ano seguinte para acompanhar a conclusão do trabalho do autor. Essa ansiedade e esse interesse decorriam especialmente do fato de que aquilo que, até então, tinha sido publicado tinha exatamente terminado na genealogia do então presumido 6º (sexto) filho do Patriarca da Família Nicolas (Nikolaus) Deschamps, sendo que por ordem de seqüência deveria ter continuidade com o seu 7º (sétimo) filho, Antônio Deschamps, que para mim tinha particular interesse, já  que se tratava de meu bisavô.

Aguardei em vão. Lamentavelmente em 04 de dezembro de 1977, o autor, Senhor Jean R. Rul,  faleceu,  em plena flor da idade, após enfermidade insidiosa. Senti muito por esse fato: pela morte prematura do autor e de ser privado pela não conclusão de seu belo trabalho que tanto me interessava. Por isso, quero aqui deixar registrada as minhas homenagens e gratidão, ainda que póstumas, ao mesmo.

Assim, a partir do trabalho já  realizado pelo Senhor Jean R. Rul, comecei a esquematizar e a catalogar, de uma maneira sistemática própria, e incipiente, todos os dados até então já  levantados, para no final apresentar uma genealogia que pudesse interessar a qualquer membro da família Deschamps ou a qualquer outro descendente que não mais trouxesse esse nome. Mas não houve uma evolução acentuada e, por questões profissionais, releguei os levantamentos.

O meu interesse pelo assunto voltou em 1989, quando recebi do Senhor Horst Schloesser, Diretor da Cia. Industrial Schloesser, de Brusque, já falecido, com quem tive ligações de amizade e de cunho profissional, um exemplar do “Blumenau em Cadernos” (Tomo XXX, de julho de 1989, no 7), chamando-me atenção para o artigo nele publicado sob o título  “Armadilha Histórica em Gaspar”, de autoria de Frei Elzeário Schmitt, Ofm, que tratava sobre a origem da família Deschamps.

Entretanto, o mesmo interesse somente ficou na intenção e na mente, sem que desse início a qualquer ação, até o mês de maio de 1992, quando voltei a proceder aos levantamentos mais efetivos, procurando a Biblioteca Pública Municipal de Blumenau, mantida pela Fundação Casa Dr. Blumenau, onde fui extraordinariamente bem atendido, valendo destacar a atenção que me distinguiu a Senhora Suely Maria Vanzuita Petry, que não mediu esforços para dar as melhores orientações e informações sobre o trabalho que pretendia desenvolver.

Esclareço que os dados da família Deschamps, foram por mim levantados, inicialmente, a partir dos trabalhos realizados pelo Senhor Jean R. Rul e por Frei Elzeário Schmitt, Ofm, que foram publicados na revista “Blumenau em Cadernos” e aos quais já  me referi acima.

Essas informações e as novas obtidas foram catalogadas e gravadas em arquivo de computador (“microsoft word”) e foram corrigidas as já existentes. Posteriormente, em 1994, contratei empresa especializada que desenvolveu um programa próprio, sob minha orientação, com os modos básicos de estruturação que foram julgados convenientes à época, sob a forma de banco de dados, programa este que é de minha exclusiva propriedade.

Logo após esse fato e quando já tinha uma boa base de dados da família Deschamps, recebi em 1995, com dedicatória, um exemplar do livro “São Pedro de Alcântara – A Primeira Colônia Alemã de Santa Catarina” de autoria de Aderbal João Philippi (Edição do Autor, Florianópolis-SC, 1995). A obra me encantou, por sua extensão em que, além da narração de vários fatos históricos, trouxe, pela primeira vez, à luz a genealogia das primeiras famílias de alemães que se estabelecerem na Colônia de São Pedro de Alcântara, com seus descendentes até o fim do século 19.

Sem dúvida nenhuma esse livro é um marco fundamental para quem procura estudar ou desenvolver a genealogia dessas famílias, que além de São Pedro de Alcântara difundiram-se por todas as regiões do Estado de Santa Catarina, especialmente, no Vale do Itajaí e no Sul do Estado. Dentre essas famílias cita-se a família de Nicolas Deschamps, juntamente com as famílias de João Klocker, Henrique Bornhofen, Mathias Schneider, Valentim Theiss, Jacob Theiss, João Kehrbach, José Vicente Haendchen, Nicolau Deschamps Filho, Pedro Junk e Jorge Wagner, que se estabeleceram no Arraial de Belchior. Este e o Arraial do Pocinho são os núcleos que deram origem e a fundação do município de Gaspar (Notas para a História e Corografia da Parochia de São Pedro Apóstolo de Gaspar).

Outros colonos alemães e seus descendentes, originários da Colônia de São Pedro de Alcântara, posteriormente vieram e se radicaram não somente na região de Gaspar, como também, em Itajaí, Ilhota, Luiz Alves, Brusque, Blumenau e áreas circunvizinhas (famílias Klock, Bornhausen, Zimmermann, Spengler, Werner, Müller e muitas outras). Assim, estas regiões têm uma relação com os colonizadores iniciais de São Pedro de Alcântara e essas famílias, através do casamento, tem uma interligação acentuada.

Assim, a partir dos levantamentos iniciais da Família Deschamps e, especialmente, com os elementos fornecidos pelo livro de Aderbal João Philippi, ficou mais evidenciado o entrelaçamento das famílias, bem como me despertou para o fato de que não era somente essa família que me era cara e com a qual tinha relação. Daí surgiu o interesse em, dentro do possível, promover o levantamento genealógico das famílias com as quais tinha relação de parentesco, próxima e remota e de outras famílias estabelecidas no Vale do Itajaí.

Estendi também minhas pesquisas às famílias Vogel e Zoz, com ligações por parte de minha mãe, e ainda das famílias Westphal e Noriller, por parte de minha esposa, em razão do interesse de meus filhos.

Posteriormente, considerando as interligações familiares, especialmente na região do médio Vale do Itajaí, aprofundei ainda mais a minha pesquisa, integrando também nos meus arquivos de dados algumas famílias flamengas, originárias da Bélgica. Estas famílias se estabeleceram, em meados de 1840, em terras que na atualidade constituem o município de Ilhota, entre Gaspar e Itajaí, tendo aí passado muitas dificuldades para se desenvolverem..

Todos esses aspectos se tornaram, de certa maneira, relativamente simples em função do programa de processamento de dados que havia adotado e da colaboração de meu filho Fernando. Ele, com seus conhecimentos e com muita paciência e desprendimento, introduziu modificações no programa que facilitou, a partir de modificações no sistema de estruturação básico e a partir de um cadastro geral único formatar genealogias de cada uma das famílias cujos primeiros ancestrais tivessem sido cadastrados. Sempre que são visualizadas inovações meu filho tem prestado a sua colaboração.

Muitas dessas famílias já tinham suas árvores genealógicas levantadas. Algumas parciais, outras somente em relação a alguns ramos de descendentes, mas na sua maioria incompletas, ainda que apenas até determinado período de tempo. Todavia, nestes casos tive o trabalho facilitado, para apenas, com seus elementos, sistematizá-los e completá-los com novos dados em programa próprio de computador.

 Por isso, não pretendo me considerar autor integral do trabalho desenvolvido e do resultado alcançado, que se traduz na “Genealogia” de cada uma das famílias, até esse momento. Ele também é devido a outros que me antecederam, quer por obras publicadas ou não, quer por colaboração em pesquisas de informações.

 É bom que se diga que minha preocupação com o trabalho foi voltada essencialmente para formar a genealogia e não as histórias das famílias pesquisadas, a não ser da família Deschamps. Mesmo assim, no decorrer do trabalho foram encontrados documentos que podem auxiliar no histórico das demais famílias.

 Ademais, a obra é incompleta, quer em relação ao período de tempo abrangido, que é inteiramente variável, quer em relação a determinados ramos familiares que dependem de levantamentos próprios em lugares totalmente diferentes daqueles em que as pesquisas foram realizadas. Só para exemplificar, o Brasil é imenso e nos lugares mais distantes são encontrados muitos membros das respectivas famílias.

 Além disso, os levantamentos e dados colhidos se reportam quase que exclusivamente em relação aos ramos familiares que se estabeleceram no Vale do Itajaí, complementados por outros já disponíveis de outras regiões. Excepcionalmente foram feitos levantamentos em outras regiões do Estado de Santa Catarina.

 Alerte-se, contudo, que o trabalho que se está desenvolvendo pode revelar imperfeições em razão dos dados do período mais antigo serem de difícil obtenção. Por isso, quem verificar um erro pode se comunicar para ser feita a correção devida.

 Por outro lado a obra exige uma continuidade e uma atualização  constante, com acréscimo de novos dados de outros membros da família a medida que ela cresce ou haja desaparecimento de um deles, o que o torna extremamente dinâmica. Assim, espero dar seqüência ao mesmo e, se não me for possível, que outros o façam, para manter viva a chama que nos faz dar continuidade, para complementar com futuras gerações, ainda que seja para cada uma dos ramos de cada família, sempre em nome e em respeito aos nossos antepassados.

Quero, finalmente, deixar registrado que entendo que Jean R. Rul e Aderbal João Philippi, se não são os precursores das pesquisas genealógicas da região, são, no mínimo, os criadores das fontes fundamentais para as mesmas, e a quem rendo minhas homenagens.

Acervo do centro de memória do Instituto Carl Hoepcke se mantem em crescimento constante

Instituto Carl Hoepcke esta preparando mais um grande fichário com dados trabalhistas de antigos empregados das empresas Hoepcke; Os documentos estão passando por processamento técnico e ao final serão incorporados ao acervo do Centro de Memória que a Instituição mantém.

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O processamento técnico realizado por funcionários do Instituto Carl Hoepcke consiste em intensa atividade na sala de higienização, removendo mecanicamente sujidades, grampos, fitas e quaisquer outros materiais que posam interferir na preservação e segurança desse material. É realizada uma indexação sucinta dos registros, o que possibilitará para o futuro, uma rápida recuperação da informação. Concluída essa etapa os documentos serão transferidos para a sala de acervos, onde serão mantidos em arquivos deslizantes com controle de temperatura e umidade, garantindo assim sua maior estabilidade e consequente longevidade.

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Ainda não há um numero exato de nomes, época e região geográfica que abrangem. Como a documentação estava dispersa, há mistura de datas e empresas, etc …mas o inicio do manuseio permite vislumbrar um importante fundo documental,  fonte de pesquisa para os estudiosos. Os documentos são remanescentes da fabrica de pregos, frigorifico, matriz, filiais, etc. Enfim, são muitos documentos que possibilitam subsidiar pesquisas multidisciplinares e assim ajudar a entender não só o desenvolvimento de um grupo empresarial, mas muito além disso, podem ajudar a entender o desenvolvimento humano, trabalhista, comercial e industrial, não só de Florianópolis, mas também de várias outras cidades como Laguna, Criciúma, Tubarão, Blumenau, Joinville, Lages, São Miguel do Oeste, Curitiba, São Paulo, etc., onde a empresa Hoepcke possuía filiais e colaborou para o desenvolvimento dessas regiões.foto-1

Centro Cultural Casa de São Pedro

O Centro Cultural Casa de São Pedro

Localizado no município de São Pedro de Alcântara, região da Grande Florianópolis, foi inaugurado e aberto ao público em 07 de junho de 2014, para comemorar os primeiros 10 anos de existência do Instituto Carl Hoepcke.

A implantação do centro cultural é um trabalho contínuo que necessita e conta com o apoio essencial da comunidade Alcantarense e dos municípios vizinhos que possuem em comum a história da imigração alemã.

 O imóvel foi adquirido em outubro de 2006 com o objetivo de preservar a significativa construção e criar uma extensão do Instituto Carl Hoepcke na primeira colônia de alemães do Estado de Santa Catarina, exatamente onde o patrono do ICH, encontrou sua segunda esposa, Anna Haendchen.

A casa está aberta à comunidade que pode usá-la para as atividades que tenham como fundo ou objetivo o fazer cultural. Assim, paulatinamente e juntos, com o passar do tempo, o ICH e a comunidade de São Pedro de Alcântara, em parceria com os municípios vizinhos, construirão um Centro Cultural dinâmico e ativo, presente na vida da comunidade regional.

As mais tradicionais e diversificadas atividades relacionadas ao saber fazer encontrarão aqui um abrigo e ponto de difusão, estimulando os detentores dos saberes para que os registrem e divulguem, estabelecendo ações afirmativas do patrimônio cultural.

Mais do que manter objetos e informações inertes em um museu, queremos estimular as novas gerações na interação com estes saberes, efetivando a preservação e manutenção da identidade cultural teuto catarinense de nossa região, que possui características próprias e particulares.

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A casa e a família que a ocupou

 A casa é possivelmente uma construção da transição dos séculos XIX para XX e teve em seu tempo, uso misto: armazém e residência da família.

A família Schweitzer, original proprietária da casa, tem origem em Heinrich Schweitzer, nascido na Alemanha, vale do Mosela, no planalto do Hunsrück, Estado da Renânia.

Ele chegou à então cidade de Desterro em 12 de novembro de 1828 e se instalou em São Pedro de Alcântara em 23 de julho de 1829. Heinrich casou-se ainda na Alemanha com Margaretha Braunn e emigraram para o Brasil com duas filhas: Katharina e Elizabetha.

Como informam alguns familiares, a casa deve ter sido construída por Matias Schweitzer, neto do imigrante. Matias nasceu em 1868 e faleceu em 1936. Era casado com Margarida Ludwig, nascida em 1861 e tiveram os seguintes filhos: Marcolino, Emília, Filomena, Laura, José, Maria, Paulino e Rafael.

A propriedade possuía engenho de serra, engenho de farinha de mandioca, melado e açúcar mascavo, alambique, picador de lenha e até uma olaria para fabricar tijolos e telhas.

Por ocasião da passagem das tropas de Getúlio Vargas por esses lados, na revolução de 1930, combustíveis como óleo diesel e querosene foram estocados no porão da casa. Naquela ocasião, assustados, os colonos largaram tudo e se esconderam em ranchos improvisados, no interior das matas.

Entre 1952 e 1953 foi inaugurada uma fonte de energia elétrica para abastecer a casa, aproveitando a pequena correnteza do rio Maruí. Uma roda de água, e mais tarde uma turbina, acionavam um alternador ou dínamo, que produzia a corrente elétrica.

Com a energia elétrica foi possível instalar um rádio, novidade suficiente para reunir, quase todas as noites de 20 a 30 vizinhos que se juntavam para ouvir os programas da época.

 

Uma construção peculiar

 A casa traz elementos que remetem a um universo multicultural, com influencias distintas, de origem difusa e ainda desconhecida.

Inserida no conjunto das construções do mesmo período na grande Florianópolis, esta casa se destaca pela profusão e a diversidade de elementos ornamentais e no uso concomitante de múltiplas cores.

Paradoxalmente, o uso desse excesso ornamental é acompanhado de técnicas construtivas bastantes rudimentares, seja na ordem estrutural da edificação onde os pilares estão assentados em pedras naturais praticamente na superfície do solo, seja na elaboração dos acabamentos como o assoalho, onde as tábuas foram colocadas de forma rudimentar.

A Casa de São Pedro, sua peculiar construção e instigante ornamentação, é um universo a ser explorado, aguardando interpretações e estudos, para os quais o Instituto Carl Hoepcke está aberto, estimula e fica à disposição dos interessados para colaborar.

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Visitas devem ser agendadas com a Secretaria de Turismo e Cultura do Município. (48)3277-0151

Google Maps: https://goo.gl/maps/we9GZks7QRn

Semana da Língua Alemã

Alemanha na sua Vida                                                       15247527-STANDARD

No começo do século XIX os primeiros imigrantes da Alemanha vieram para Brasil em busca de uma vida nova. Trouxeram seus costumes e sua língua, que até hoje influenciam a identidade cultural de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

De 23 a 29 de abril acontecerá em todo o Brasil a semana da língua alemã. Durante essa semana varias instituições da Suíça, Áustria e Alemanha ligadas à cultura e língua alemãs realizarão eventos, como palestras, mostras de filmes, exposições, etc., para apoiar o interesse pelo idioma.

“Ich spreche Deutsch” é uma campanha do Consulado Geral da República Federal da Alemanha em Porto Alegre e da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha Santa Catarina. Existem, atualmente, 135 mil pessoas estudando a língua alemã no Brasil, um número pequeno para as infinitas possibilidades que a Alemanha tem a oferecer. Essa campanha parte do princípio que a língua alemã é uma poderosa ferramenta para o sucesso acadêmico e profissional.

O Instituto Carl Hoepcke atendendo a uma solicitação do Consulado Geral da Alemanha se integra ao programa e com as demais instituições realiza de 25 a 29 de abril a “Semana da Língua Alemã”.

Nesse período nossas atividades se concentrarão no Centro Cultural Ruth Hoepcke da Silva em Florianópolis e no Centro Cultural Casa de São Pedro na cidade vizinha de São Pedro de Alcântara, primeira colônia alemã de Santa Catarina.

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Sede Florianópolis
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Sede São Pedro de Alcântara

 

 

 

 

 

 

 

Em Florianópolis a sede do ICH estará aberta à visitação. Os interessados poderão, durante a semana, frequentar as aulas de alemão; visitar a casa onde residiu o casal Aderbal Ramos da Silva e Ruth Hoepcke da Silva; ou fazer uma visita guiada ao Centro de Memória do ICH. As aulas de alemão nos níveis Iniciante, Intermediário, Avançado e Conversação serão abertas gratuitamente ao publico, sendo que as vagas são limitadas à capacidade física da sala e das turmas/horários já em andamento. Todas essas atividades serão oferecidas mediante inscrição e agendamento prévio pelo telefone (48)3222-2580.

Curso Livre de língua Alemã
Sala de aula
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Sala do Piano
Centro de Memória
Centro de Memória

 

 

Em São Pedro de Alcântara também será franqueada a visitação ao Centro Cultural Casa de São Pedro, sendo que o agendamento deverá ser feito com o Sr. Daniel Silveira no telefone (48)3277-0151.

Dentro da “Semana da Língua Alemã” destacamos o dia 27 (quarta- feira) às 15:30 horas quando haverá a exibição do documentário “Deutschbrasilianer: estrangeiros no próprio país”, realizado pelo jornalista Thales Trench Camargo,  que já viveu interessantes experiências na Alemanha.

Sobre o documentário:

Thales Trench Camargo é formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina, sendo que esse documentário é resultado do seu trabalho de conclusão de curso.

O documentário aborda o cotidiano e a vida de quatro catarinenses descendentes de alemães durante o Estado Novo (1937-1945), objetivando reconstituir essa época através da história de vida de teuto-brasileiros. Os entrevistados são de diferentes cidades do estado que vivenciaram histórias curiosas que refletem o impacto da política de nacionalização e da Segunda Guerra Mundial na vida dos catarinenses.

Entrevistados:   Jutta Hagemann – Joinville

Ricardo Gottsmann – Florianópolis

Longino Clasen – São Pedro de Alcântara

Helga Springmann – Florianópolis

Após a apresentação do documentário o Jornalista Thales estará à disposição do publico para uma troca de ideias, inclusive sobre sua estada na Alemanha.

 

 

Instituto Carl Hoepcke é citado no Facebook de Deputado Alemão

Após visita da Comitiva de Deputados da Assembleia Legislativa do  Estado da Baviera – Alemanha, o Deputado Estadual do Partido Verde (BÜNDNIS 90/DIE GRÜNEN) Sr. Jürgen Mistol registrou o evento em sua página pessoal no Facebook.

BAVIERA

Em sua foto acompanhado da Presidente do ICH, Sra. Annita Hoepcke da Silva, o Deputado relata que grande parcela da população do Estado de Santa Catarina é de descendentes de alemães, e que o Instituto Carl Hoepcke, o qual visitou, é uma das instituições que cuidam da história da imigração alemã!