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Projeto “História Repatriada” na Globonews

O programa Via Brasil apresentado por Luiza Zveiter no canal Globonews , mostrou nesse dia 24 de novembro, reportagem sobre o projeto “História Repatriada”, dando ênfase para a relevância da descoberta da documentação em questão.

A documentação encontrada, levanta novas percepções e discussões que vão além da questão humanitária de ajuda ao alemães do sul do Brasil no período da II Guerra Mundial.

A pesquisa ainda vai percorrer caminhos nas áreas da história, da diplomacia, entre outras que os historiadores terão  possibilidade de descobrir no decorrer da análise de toda essa documentação inédita!

 

Visita Cônsul Geral da República da Alemanha

O Instituto Carl Hoepcke recebeu a visita do Dr Thomas Schmitt, Consul Geral da República Federal da Alemanha.  O Dr Thomas Schmitt, assumiu recentemente  O Consulado Geral em Porto Alegre que é a representação oficial da República Federal da Alemanha com competência para os Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Anteriormente o Dr Schmitt servia na qualidade de ministro na embaixada da Alemanha, em Lima, no Peru, desde 2015.

Vista UNIFEBE / Villa Renaux

Estiveram em visita ao Instituto Carl Hoepcke  as professoras Rosemari Glatz, assessora de Gestão da Unifebe, acompanhada da historiadora Edineia Pereira e da arquiteta Rosália Wal.

O grupo procedente de Brusque está fazendo um circuito em Florianópolis para conhecer espaços culturais, na expectativa de encontrar soluções a serem aplicadas na “Villa Renaux”, mansão construída na década de 30 em Brusque para a residência do Cônsul Carlos Renaux.

A Professora, Doutora Maria Luiza Renaux, bisneta do Consul e sócia do Instituto Carl Hoepcke vinha desenvolvendo esse trabalho, mas a morte prematura da historiadora impediu a sua continuidade, agora retomada por familiares de Maria Luiza em convenio com a UNIFEBE

“História Repatriada”

História Repatriada” revela documentos inéditos sobre alemães em Santa Catarina durante a 2.ª Guerra Mundial

 

O acaso foi o ponto de partida para um processo de pesquisa documental que está revelando uma parcela ainda inédita da história dos alemães no Sul do Brasil – especialmente em território catarinense – durante a 2.ª Guerra Mundial. São cerca de 5 mil documentos não catalogados encontrados na Espanha e que agora chegam ao Estado, primeiro na exposição “História Repatriada”, a partir do dia 9 de agosto, na Biblioteca Pública de Santa Catarina, e, depois, como fonte de consulta no Instituto Carl Hoepcke (ICH), ambos em Florianópolis.

Aprovado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Florianópolis, o projeto “História Repatriada” é uma parceria entre o Instituto Carl Hoepcke e o Laboratório de Imigração, Migração e História Ambiental (Labimha) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com apoio da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) de São Leopoldo (RS) e do Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC), de Madri, na Espanha.

“A importância desse material está no ineditismo e porque irá lançar luzes sobre a triangulação Espanha-Brasil-Alemanha entre 1942-45”, afirma João Klug, professor do Departamento de História da UFSC, vinculado ao Labimha e um dos coordenadores do projeto. Com pós-doutorado pela Freie Universität de Berlim, há 26 anos Klug se dedica à temática relativa à imigração alemã no Brasil e diz que nunca havia encontrado documentos de tal relevância. “Os papéis trazem indícios que apontam para um novo cenário que pode, a partir de pesquisas futuras mais detalhadas, mudar a historiografia local e mesmo internacional da época”, complementa Manoel Teixeira dos Santos, professor de História do Colégio de Aplicação da UFSC, doutor e pesquisador na área de imigração, também vinculado ao Labimha e responsável pela análise e seleção do conteúdo.

Os cerca de 5 mil documentos reúnem diários, cartas, solicitações, documentos financeiros e correspondências oficiais da Embaixada, Consulado (Porto Alegre) e Vice-consulados (em Florianópolis e São Francisco do Sul) da Espanha entre 1942 e 1945. Uma das mais importantes revelações até agora é a atenção e o cuidado que os espanhóis dispensavam aos alemães no Brasil: vistos como inimigos em solo brasileiro em razão da guerra, uma parcela desses alemães foi encaminhada a centros de internação e recebeu a visita pessoal do vice-cônsul espanhol, para saber como estava sendo tratada e do que necessitava.

Klug e Teixeira pontuam que informações como essa, reveladas a partir de uma análise preliminar dos registros, colocam um ponto de interrogação na até então conhecida neutralidade dos espanhóis durante a 2ª Guerra. “O que tínhamos como certo – uma aproximação discreta entre Espanha e Alemanha no período em questão – pode ganhar um sentido diferente a partir da inclusão do Brasil neste contexto, por meio da documentação encontrada”, argumenta Teixeira. “Outro forte indício disso é a decisão do General Franco (1892-1975), chefe do Estado Maior da Espanha, de manter esse material guardado, mas não catalogado, escondendo, assim, o teor”, completa Klug. E ambos são categóricos em afirmar que todo esse cenário abre um campo enorme de investigação científica e acadêmica a partir de agora.

 

Pesquisas e consultas

Após o cuidadoso e apurado processamento técnico, os arquivos estarão disponíveis para consultas públicas presenciais no Instituto Carl Hoepcke. “Para nós, é uma grande oportunidade e honra trabalhar com instituições de ensino e pesquisa como essas que estão envolvidas nessa proposta, que também vai ao encontro ao que promovemos aqui”, afirma Annita Hoepcke da Silva, presidente do ICH, dedicado à pesquisa e preservação da história da imigração alemã.

“Esse material, com toda certeza, agrega muito valor ao acervo de nosso centro de memória, que se divide em três grandes grupos documentais principais: a história dos 190 anos de imigração alemã em Santa Catarina, o fundo documental do ex-governador Aderbal Ramos da Silva e parte relevante da história industrial e comercial da cidade, por meio da trajetória de Carl Hoepcke”, diz o superintende do ICH, Max Müller.

Os arquivos foram digitalizados na Espanha e enviados ao Brasil em 13 CDs, incorporados à plataforma Acess to Memory (AtoM), utilizada pelo ICH e adaptada para a inclusão do novo material.

 

Descoberta ao acaso

Os arquivos – cerca de 40 mil documentos, condicionados em 37 caixas – foram descobertos pela professora doutora espanhola Elda Gonzales Martinez, do Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC), de Madri, quando realizava pesquisas no Arquivo Central do Governo, na cidade de Alcalá de Henares, também na Espanha, em 2015. Percebendo a importância do achado e, em visita à Unisinos de São Leopoldo, compartilhou a descoberta com os professores doutores Marcos Antônio Witt, Isabel Cristina Arendt, Maíra Inês Vendrame e Andrea Helena Petry Rahmeier, todos dedicados aos estudos imigratórios. Estes, por sua vez, entraram em contato com João Klug e ManoelTeixeira, da UFSC.

Os dois foram em oportunidades diferentes à Espanha, sendo que a tarefa de analisar detalhadamente e separar os documentos mais relevantes coube à Teixeira. Foram três meses de trabalho ininterrupto, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 14h30 (horário do funcionamento do arquivo). Além das 37 caixas, outras sete da Embaixada da Espanha no Brasil também foram investigadas. Dos 40 mil, foram selecionados 5 mil, agora digitalizados e reunidos nos 13 CDs.

 

SERVIÇOS

O quê: Exposição “História Repatriada”.

Quando:  Visitação de 09/08 a 08/09, de segunda a sexta, das 8 às 19h e aos sábados, das 8 às 11h45.

Onde: Biblioteca Pública de Santa Catarina, rua Tenente Silveira, 343, Centro, Florianópolis.

Quanto: Gratuito.

Agendamento para visitas mediadas: agendamentogrupo@hotmail.com

 

Assessoria de imprensa

Carla Pessotto – (48) 9 9119-6104

Curso Livre de Língua Alemã – 2018.2

Centro Cultural Ruth Hoepcke da Silva

Curso Livre de Língua Alemã

2018 _ 2.º Semestre

Início: 06/08/2018

Término: 06/12/2018

Segundas e Quartas

– Das 14:00 às 15:30hs

– Iniciante A1-II – Prof. Werner

– Das 16:00 às 17:30hs

– Intermediário A2-I – Profª. Margarete

– Das 18:30 às 20:00hs

– Iniciante A1-II – Prof. Werner

– Avançado B2-II – Profª Margarete

Terças e Quintas

– Das 14:00 às 15:30hs

– Iniciante A1-I – Prof. Werner

– Intermediário A2-II – Profª Margarete

– Das 16:00 às 17:30hs

– Iniciante A1-II – Prof. Werner

– Intermediário B1-I – Profª Margarete

– Das 18:30 às 20:00hs

– Iniciante A1-II – Prof. Werner

– Avançado B2- I – Profª Margarete

Material Didático: Menschen  – Arbeitsbuch mit 2 Audio CDs e   Kursbuch mit DVD Rom, disponíveis  para compra na Livraria SBS Fone (48)3224-4666.

 

 

Visita do Sociólogo Lucas Voigt

O sociólogo Lucas Voigt esteve recentemente no Centro de Memória do Instituto Carl Hoepcke para doar à biblioteca da Instituição um exemplar de sua dissertação de Mestrado, “O ESPAÇO DE PRÁTICAS DO FOLCLORE “ALEMÃO” AUTÊNTICO NO BRASIL: Um Estudo de Sociologia da Cultura e das Elites”.

Conforme o autor, o trabalho “resulta em uma análise da sociogênese do espaço de práticas do folclore “alemão” no Brasil, visando reconstituir o contexto de surgimento e de desenvolvimento da prática do folclore “alemão”. Para tanto, identifica um conjunto amplo, diversificado e articulado de práticas e iniciativas, desenroladas após o Estado Novo (1937-1945), como parte de um esforço de rearticulação e de recomposição das elites do grupo étnico alemão no Brasil”.

 

Em 7 de junho de 2017, o agora mestre em Sociologia Política Lucas Voigt lançou o livro ‘O devir e os sentidos das memórias de descendentes de alemães em Santa Catarina’ , aqui no Centro Cultural do ICH.

 

O livro oferece uma reflexão sobre a relação entre memória e identidade, mostra-se uma leitura proveitosa aos estudiosos da memória e da cultura, bem como aos interessados pelo fenômeno da germanidade no Brasil.

A integra da dissertação de mestrado pode ser acessada pelo

link https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/186102/PSOP0612-D.pdf

Clube Esportivo Paysandú

Recentemente foi descoberto junto ao fundo documental “Aderbal Ramos da Silva”  o “Relatório e Balanço Geral” relativo ao ano de 1946 do Clube Esportivo Paysandú, sediado na cidade de Brusque/SC. Como entusiasta que era dos esportes, Dr. Deba mantinha em seu arquivo pessoal algumas preciosidades que trazem à tona passagens interessantes da história de Santa Catarina.

O caderno é rico em informações, apresentando além do movimento financeiro e esportivo daquela sociedade no ano de 1946, uma lista do seu quadro de associados e fotos que registraram a construção de sua nova sede social naquela época.

Considerações do autor, Dr. Genésio Deschamps.

 

Em setembro de 1976 fui surpreendido com um pedido inusitado de minha avó Verena Deschamps (nata Zimmermann), já então com 91 anos de idade, solicitando meus préstimos, para que lhe conseguisse uma certidão de óbito de seu esposo Carlos Antônio Deschamps (meu avô), para fins de prova em requerimento de pedido de aposentadoria que pleiteara junto ao Instituto Nacional de Previdência Social (INPS).

A tarefa me dada seria simples, não fosse o fato de o Cartório de Registro Civil de Gaspar alegar não poder fornecer a referida certidão em razão de ter sido extraviado o Livro no 3, de Registro de Óbitos. Assim, tive que pleitear, como advogado, através de ação própria (Justificação Judicial), novo assentamento de óbito do meu avô, a qual elaborei em 22.10.1976 e protocolei em 25.10.1976 no Juízo de Direito da Comarca de Gaspar. Processada a ação, determinou o MM. Juiz Eleazar M. Nascimento que o Senhor Oficial do Registro Civil da Comarca de Gaspar promovesse o assentamento requerido. Feito o assentamento foi, então, obtida a Certidão de Óbito que interessava a minha avó.

Esse fato aparentemente não teria maiores conseqüências, já  que o objetivo pretendido tinha sido alcançado. Mas, na realidade ele serviu como ponto deflagrador do meu interesse em conhecer a genealogia de minha família e, num campo mais amplo, de toda a família Deschamps, desde a sua chegada da Europa para o Brasil. Contudo, embora esse interesse houvesse sido despertado, de pronto não tomei qualquer iniciativa para desenvolvê-lo.

Posteriormente, no final do ano de 1977 chegaram as minhas mãos exemplares da revista Blumenau em Cadernos, editada mensalmente pela Fundação Casa Dr. Blumenau, mantida pela Prefeitura Municipal de Blumenau, nos quais, nos meses de setembro a dezembro de 1977 (nos. 9 a 11), se encontravam artigos publicados sob o título “Genealogia – Colonizadores do Vale do Itajaí – Família Deschamps”, de autoria do Senhor Jean R. Rul.

Ao mesmo tempo em que os artigos me despertavam novo e especial interesse, em face da vinculação de meu sobrenome, fiquei assaz surpreso por ver alguém, totalmente estranho à família Deschamps, dedicar-se a uma pesquisa de tal monta e sem nenhuma razão aparente, a não ser a de estudioso do assunto abordado.

De qualquer maneira, esperei com ansiedade as publicações do Blumenau em Cadernos, do  início do ano seguinte para acompanhar a conclusão do trabalho do autor. Essa ansiedade e esse interesse decorriam especialmente do fato de que aquilo que, até então, tinha sido publicado tinha exatamente terminado na genealogia do então presumido 6º (sexto) filho do Patriarca da Família Nicolas (Nikolaus) Deschamps, sendo que por ordem de seqüência deveria ter continuidade com o seu 7º (sétimo) filho, Antônio Deschamps, que para mim tinha particular interesse, já  que se tratava de meu bisavô.

Aguardei em vão. Lamentavelmente em 04 de dezembro de 1977, o autor, Senhor Jean R. Rul,  faleceu,  em plena flor da idade, após enfermidade insidiosa. Senti muito por esse fato: pela morte prematura do autor e de ser privado pela não conclusão de seu belo trabalho que tanto me interessava. Por isso, quero aqui deixar registrada as minhas homenagens e gratidão, ainda que póstumas, ao mesmo.

Assim, a partir do trabalho já  realizado pelo Senhor Jean R. Rul, comecei a esquematizar e a catalogar, de uma maneira sistemática própria, e incipiente, todos os dados até então já  levantados, para no final apresentar uma genealogia que pudesse interessar a qualquer membro da família Deschamps ou a qualquer outro descendente que não mais trouxesse esse nome. Mas não houve uma evolução acentuada e, por questões profissionais, releguei os levantamentos.

O meu interesse pelo assunto voltou em 1989, quando recebi do Senhor Horst Schloesser, Diretor da Cia. Industrial Schloesser, de Brusque, já falecido, com quem tive ligações de amizade e de cunho profissional, um exemplar do “Blumenau em Cadernos” (Tomo XXX, de julho de 1989, no 7), chamando-me atenção para o artigo nele publicado sob o título  “Armadilha Histórica em Gaspar”, de autoria de Frei Elzeário Schmitt, Ofm, que tratava sobre a origem da família Deschamps.

Entretanto, o mesmo interesse somente ficou na intenção e na mente, sem que desse início a qualquer ação, até o mês de maio de 1992, quando voltei a proceder aos levantamentos mais efetivos, procurando a Biblioteca Pública Municipal de Blumenau, mantida pela Fundação Casa Dr. Blumenau, onde fui extraordinariamente bem atendido, valendo destacar a atenção que me distinguiu a Senhora Suely Maria Vanzuita Petry, que não mediu esforços para dar as melhores orientações e informações sobre o trabalho que pretendia desenvolver.

Esclareço que os dados da família Deschamps, foram por mim levantados, inicialmente, a partir dos trabalhos realizados pelo Senhor Jean R. Rul e por Frei Elzeário Schmitt, Ofm, que foram publicados na revista “Blumenau em Cadernos” e aos quais já  me referi acima.

Essas informações e as novas obtidas foram catalogadas e gravadas em arquivo de computador (“microsoft word”) e foram corrigidas as já existentes. Posteriormente, em 1994, contratei empresa especializada que desenvolveu um programa próprio, sob minha orientação, com os modos básicos de estruturação que foram julgados convenientes à época, sob a forma de banco de dados, programa este que é de minha exclusiva propriedade.

Logo após esse fato e quando já tinha uma boa base de dados da família Deschamps, recebi em 1995, com dedicatória, um exemplar do livro “São Pedro de Alcântara – A Primeira Colônia Alemã de Santa Catarina” de autoria de Aderbal João Philippi (Edição do Autor, Florianópolis-SC, 1995). A obra me encantou, por sua extensão em que, além da narração de vários fatos históricos, trouxe, pela primeira vez, à luz a genealogia das primeiras famílias de alemães que se estabelecerem na Colônia de São Pedro de Alcântara, com seus descendentes até o fim do século 19.

Sem dúvida nenhuma esse livro é um marco fundamental para quem procura estudar ou desenvolver a genealogia dessas famílias, que além de São Pedro de Alcântara difundiram-se por todas as regiões do Estado de Santa Catarina, especialmente, no Vale do Itajaí e no Sul do Estado. Dentre essas famílias cita-se a família de Nicolas Deschamps, juntamente com as famílias de João Klocker, Henrique Bornhofen, Mathias Schneider, Valentim Theiss, Jacob Theiss, João Kehrbach, José Vicente Haendchen, Nicolau Deschamps Filho, Pedro Junk e Jorge Wagner, que se estabeleceram no Arraial de Belchior. Este e o Arraial do Pocinho são os núcleos que deram origem e a fundação do município de Gaspar (Notas para a História e Corografia da Parochia de São Pedro Apóstolo de Gaspar).

Outros colonos alemães e seus descendentes, originários da Colônia de São Pedro de Alcântara, posteriormente vieram e se radicaram não somente na região de Gaspar, como também, em Itajaí, Ilhota, Luiz Alves, Brusque, Blumenau e áreas circunvizinhas (famílias Klock, Bornhausen, Zimmermann, Spengler, Werner, Müller e muitas outras). Assim, estas regiões têm uma relação com os colonizadores iniciais de São Pedro de Alcântara e essas famílias, através do casamento, tem uma interligação acentuada.

Assim, a partir dos levantamentos iniciais da Família Deschamps e, especialmente, com os elementos fornecidos pelo livro de Aderbal João Philippi, ficou mais evidenciado o entrelaçamento das famílias, bem como me despertou para o fato de que não era somente essa família que me era cara e com a qual tinha relação. Daí surgiu o interesse em, dentro do possível, promover o levantamento genealógico das famílias com as quais tinha relação de parentesco, próxima e remota e de outras famílias estabelecidas no Vale do Itajaí.

Estendi também minhas pesquisas às famílias Vogel e Zoz, com ligações por parte de minha mãe, e ainda das famílias Westphal e Noriller, por parte de minha esposa, em razão do interesse de meus filhos.

Posteriormente, considerando as interligações familiares, especialmente na região do médio Vale do Itajaí, aprofundei ainda mais a minha pesquisa, integrando também nos meus arquivos de dados algumas famílias flamengas, originárias da Bélgica. Estas famílias se estabeleceram, em meados de 1840, em terras que na atualidade constituem o município de Ilhota, entre Gaspar e Itajaí, tendo aí passado muitas dificuldades para se desenvolverem..

Todos esses aspectos se tornaram, de certa maneira, relativamente simples em função do programa de processamento de dados que havia adotado e da colaboração de meu filho Fernando. Ele, com seus conhecimentos e com muita paciência e desprendimento, introduziu modificações no programa que facilitou, a partir de modificações no sistema de estruturação básico e a partir de um cadastro geral único formatar genealogias de cada uma das famílias cujos primeiros ancestrais tivessem sido cadastrados. Sempre que são visualizadas inovações meu filho tem prestado a sua colaboração.

Muitas dessas famílias já tinham suas árvores genealógicas levantadas. Algumas parciais, outras somente em relação a alguns ramos de descendentes, mas na sua maioria incompletas, ainda que apenas até determinado período de tempo. Todavia, nestes casos tive o trabalho facilitado, para apenas, com seus elementos, sistematizá-los e completá-los com novos dados em programa próprio de computador.

 Por isso, não pretendo me considerar autor integral do trabalho desenvolvido e do resultado alcançado, que se traduz na “Genealogia” de cada uma das famílias, até esse momento. Ele também é devido a outros que me antecederam, quer por obras publicadas ou não, quer por colaboração em pesquisas de informações.

 É bom que se diga que minha preocupação com o trabalho foi voltada essencialmente para formar a genealogia e não as histórias das famílias pesquisadas, a não ser da família Deschamps. Mesmo assim, no decorrer do trabalho foram encontrados documentos que podem auxiliar no histórico das demais famílias.

 Ademais, a obra é incompleta, quer em relação ao período de tempo abrangido, que é inteiramente variável, quer em relação a determinados ramos familiares que dependem de levantamentos próprios em lugares totalmente diferentes daqueles em que as pesquisas foram realizadas. Só para exemplificar, o Brasil é imenso e nos lugares mais distantes são encontrados muitos membros das respectivas famílias.

 Além disso, os levantamentos e dados colhidos se reportam quase que exclusivamente em relação aos ramos familiares que se estabeleceram no Vale do Itajaí, complementados por outros já disponíveis de outras regiões. Excepcionalmente foram feitos levantamentos em outras regiões do Estado de Santa Catarina.

 Alerte-se, contudo, que o trabalho que se está desenvolvendo pode revelar imperfeições em razão dos dados do período mais antigo serem de difícil obtenção. Por isso, quem verificar um erro pode se comunicar para ser feita a correção devida.

 Por outro lado a obra exige uma continuidade e uma atualização  constante, com acréscimo de novos dados de outros membros da família a medida que ela cresce ou haja desaparecimento de um deles, o que o torna extremamente dinâmica. Assim, espero dar seqüência ao mesmo e, se não me for possível, que outros o façam, para manter viva a chama que nos faz dar continuidade, para complementar com futuras gerações, ainda que seja para cada uma dos ramos de cada família, sempre em nome e em respeito aos nossos antepassados.

Quero, finalmente, deixar registrado que entendo que Jean R. Rul e Aderbal João Philippi, se não são os precursores das pesquisas genealógicas da região, são, no mínimo, os criadores das fontes fundamentais para as mesmas, e a quem rendo minhas homenagens.

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