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O Acervo do ICH

O acervo do Instituto Carl Hoepcke se inscreve nos campos da museologia, arquivística e biblioteconomia e se encontra em processamento técnico que deve culminar na sua completa digitalização.

No campo da arquivística, o acervo do ICH pode ser dividido em três grandes grupos. Em primeiro lugar aparece, como origem do próprio Instituto, o conjunto de documentos remanescente daquele produzido pelo grupo empresarial Hoepcke desde sua gênese, na segunda metade do século XIX, até meados da década de 1980.

O segundo fundo documental que integra o acervo do ICH é basicamente composto por documentos da família Hoepcke e sobre a imigração alemã em Santa Catarina e os seus desdobramentos. O conjunto de documentos oferece excelentes e inéditas fontes de pesquisa sobre o patrimônio cultural teuto- catarinense.

Um terceiro fundo documental do ICH é integrado por documentos de ordem privada, mercantil e política, com ênfase para a coleção remanescente da ação política do ex-deputado, ex-governador e líder político Aderbal Ramos da Silva, uma das maiores expressões políticas de Santa Catarina no século passado. Ainda que tivesse exercido seu mandato de governador de 1947 a 1951, Aderbal manteve forte liderança até sua morte, em 1985, contribuindo, com sua experiência e tirocínio, nos campos da política, dos negócios e dos esportes.

No campo da museologia, o acervo é formado em sua maioria pela imensa quantidade de peças, objetos e móveis adquiridos ao longo do tempo pela família, especialmente D. Ruth que soube,de maneira exemplar, reunir e manter objetos de expressiva representação. Ela reuniu e manteve móveis e objetos dos séculos passados que foram usados ou pertenceram a sua família materna – von Wangenheim, além de móveis e alfaias de procedência e gosto essencialmente europeus, bem como exemplares de produção brasileira, adquiridos por D. Ruth ao longo da vida.

Entretanto, outros importantes objetos e documentos provenientes de famílias alemãs ou mesmo de outras procedências vêm sendo doados ao ICH. De cunho histórico e etnográfico, esses objetos testemunham a vida e o significado da colônia urbana de alemães em Florianópolis, mas também são memória e referênciais de nossa identidade cultural, produto dessa mistura de imigrantes dos mais diversos pontos do globo que optaram por viver aqui.